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Carol Corrêa é a campeã do Circuito Regional de Cosplay

24/11/2015

Ela tem 24 anos, mas parece uma menina, ainda mais quando faz o que mais gosta. Caroline Gonçalves Corrêa, formada em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Fatec de Guaratinguetá, pós-graduada em Projeto e Desenvolvimento de Aplicações Web pela Fatea, vira criança quando caracterizada de seus personagens prediletos.

“A primeira vez que me vesti como personagem foi em 2010. Fiz uma personagem com roupa simples e depois fui evoluindo, fazendo outros mais complexos. A primeira personagem que fiz se chama Tsukamoto Tenma, de um anime chamado School Rumble. Não é um anime, nem uma personagem muito famosa, mas a escolhi porque me identifiquei muito com ela. Até hoje, é minha personagem preferida, uma estudante colegial super divertida e desastrada”.

Tsukamoto Tenma, a primeira personagem escolhida

Tsukamoto Tenma, a primeira personagem escolhida

 

Tsukamoto Tenma, a primeira personagem escolhida

Tsukamoto Tenma, a primeira personagem escolhida

 

Desde então, não parou mais.

Mas o que é Cosplay?

Antes de continuar a história da Carol, uma pausa para explicar. O termo Cosplay, proveniente do japonês Kosupure, é uma abreviação de costume roleplay. A tradução para o português refere-se a fantasiar-se ou disfarçar-se de um personagem. Os participantes e adeptos desta modalidade são chamados de cosplayers. A ideia principal é interpretar o artista e se vestir como ele, imitando também a maneira de se comportar e seus trejeitos. De certa forma, o Cosplay é a homenagem de um fã ao seu personagem.

O Cosplay teve origem em 1939. Mas foi nos anos 80, quando chegou ao Japão, que ganhou o mundo. Inicialmente, o cosplayer somente se caracterizava de personagens de quadrinhos; porém, com a adesão de mais pessoas, a caracterização envolveu séries e filmes, como os famosos Guerra nas Estrelas e Jornada nas Estrelas. O Cosplay pode ser realizado individualmente ou também em grupo.

Para muitos, o Cosplay pode ser considerado um hobby; para tantos outros, é um estilo de vida.

Campeã do Vale

Carol acaba de vencer o Circuito Cosplay do Vale do Paraíba, que foi uma união entre os eventos de anime do Vale.

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Realizado em 4 etapas, Carol venceu todas. A primeira foi o Anime Cruzeiro (em Cruzeiro), com o cosplay de Misty (Pokemon). A segunda foi a Yutopia Fest (em São José dos Campos), com o cosplay de Saori Kido / Deusa Atena (Os Cavaleiros do Zodíaco). A terceira etapa foi o Festival Anime U-Z (em Taubaté), com o cosplay de Sumomo (Chobits). E a quarta foi o Anime Guará (em Guaratinguetá), com o cosplay de Ashe (League of Legends).

Diversão em família

Carol é filha da professora Sulzi Mara da Fonseca Gonçalves Corrêa e de Rodney Carlos Guimarães Corrêa, que trabalha na AGC. Sua irmã mais nova, Jéssica, de 18 anos, que também estuda Administração na Fatec, está começando a fazer Cosplay.

“Eu adoro me vestir como personagens; e não é só vestir, a gente faz encenações e tira fotos agindo como eles, realmente representando-os. Poder me sentir como eles, ‘ser’ meus personagens preferidos por determinado tempo, é algo mágico. Não consigo pensar em uma forma de diversão melhor que essa. Este é um hobby que eu amo”, conta Carol. E continua: “E eu amo todos os momentos, desde a compra dos materiais, pesquisa de referências, construção das roupas, até o momento de, enfim, usá-las, representar o personagem em fotos ou apresentações… e as pessoas te reconhecerem como personagem e entrarem na brincadeira com você, é uma delícia”.

Carol também destaca a oportunidade de fazer amizades, conhecer gente nova nos eventos, trocar dicas, combinar de fazer personages do mesmo anime, as seções fotográficas… “Outro ponto importante, que me motiva, é que este é um hobby que move não só a mim, mas minha família toda. Quem costura minhas roupas é minha avó Ana e quem me ajuda na confecção dos acessórios, armas, armaduras, é meu avô ‘Tão’. Sem eles, nada disso seria possível. Minha mãe também participa, auxiliando nas ideias de como fazer cada coisa, que material usar e nos trabalhos manuais, na hora de cortar, colar, etc”.

A irmã e o namorado também estão sempre presentes, ajudam nos ensaios, nas apresentações… “O resto da família pode não ajudar a confeccionar o Cosplay diretamente, mas me acompanham no hobby, se interessam por essa minha paixão, sempre perguntam como estão indo as produções, vão aos eventos, me incentivam”.

Carol com a mãe e a irmã: diversão em dobro

Carol com a mãe e a irmã: diversão em dobro

 

Para a mãe de Carol, Sulzi Mara, é interessante falar sobre o tema porque o Cosplayer é uma prática que está envolvendo muitos jovens. “Admiro a determinação e criatividade da minha filha, pois ela acompanha e participa de tudo. Legal as pessoas saberem sobre o assunto, principalmente para os pais compreenderem melhor os filhos que participam. Não basta ser família, tem que participar”.

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No álbum, você confere mais fotos de personagens de Carol: http://olorenense.com.br/album/carol-correa-e-a-campea-do-circuito-regional-de-cosplay/

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